Solo de Bernardo Dugin volta ao Teatro Glaucio Gill em maio com reflexão sobre silêncio, violência simbólica e heteronormatividade.
O espetáculo “Hétero Sigilo” reestreia no dia 7 de maio, em Copacabana, após uma primeira temporada de estreia esgotada. Além disso, a montagem segue em cartaz até 29 de maio.
Com dramaturgia e performance de Bernardo Dugin, o solo aborda os mecanismos sociais de disfarce e apagamento. Dessa maneira, o trabalho transforma uma experiência íntima em reflexão pública.
Violência simbólica no centro
A peça surgiu a partir de um ataque homofóbico sofrido pelo artista e seu namorado em 2023, em Nova Friburgo. O caso ocorreu durante uma missa de sétimo dia e teve repercussão nacional.
Em cena, Dugin discute o custo psicológico de viver sob pactos de silêncio. Assim, o espetáculo investiga como a heteronormatividade impõe medo, performance e aprisionamento.
Projeto ampliou debate
Antes da estreia teatral, “Hétero Sigilo” também ganhou formato transmídia. A “Caixa do Sigilo” e o perfil @hetero.sigilo24 ajudaram a ampliar a escuta e o engajamento em torno do tema.
A direção é de João Fonseca, enquanto a trilha original e a direção musical são de Federico Puppi. Por fim, a produção reúne ainda nomes como Nello Marrese, Vanessa Garcia e Daniela Sanchez.
Serviço
– Espetáculo: “Hétero Sigilo”
– Temporada: 7 a 29 de maio de 2026
– Horários: quintas, sextas e sábados, às 20h
– Local: Teatro Glaucio Gill, Praça Cardeal Arcoverde, s/n, Copacabana
– Duração: 75 minutos
– Classificação: 18 anos
– Ingressos: R$ 70 inteira e R$ 35 meia
Foto: Nil Caniné

