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Teatro Municipal recebe “Hamlet 16×8” em setembro

O Teatro Municipal Domingos Oliveira, no Planetário da Gávea, recebe nova temporada do solo “Hamlet 16×8”, com Rogério Bandeira e direção de Marco Antonio Rodrigues. A peça estreia em 4 de setembro e fica em cartaz até 27 de setembro, dentro da Mostra Ocupa Boal.

O projeto é dedicado à trajetória de Augusto Boal (1931-2009), dramaturgo, diretor teatral, ensaísta e criador do Teatro do Oprimido. A programação inclui, além do espetáculo, uma exposição com cartazes, fotografias e registros históricos de montagens dirigidas por Boal no Brasil e no exterior.

A Mostra Ocupa Boal é uma idealização do Instituto Augusto Boal, presidido pela psicanalista e atriz Cecília Boal, e tem como missão preservar e difundir o legado do teatrólogo. Assim, a iniciativa reforça a importância de Boal para a história do teatro brasileiro e mundial.

Memórias em cena

Com dramaturgia de Marco Antonio Rodrigues e Rogério Bandeira, “Hamlet 16×8” parte do livro “Hamlet e o Filho do Padeiro: Memórias Imaginadas”, autobiografia em que Boal revisita a infância, o Teatro de Arena, a prisão, o exílio e sua trajetória internacional.

Rodrigues constrói a encenação ao lado de Bandeira, ator com trajetória ligada à pesquisa teatral. A cena vai peneirando os achados, os ditos e os quereres de Boal, representando toda uma geração do teatro brasileiro refundada no Teatro de Arena.

O espetáculo estreou em São Paulo em 2021 e foi indicado na categoria Melhor Espetáculo do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Depois do sucesso da primeira temporada no Rio em julho, a peça volta para nova série de apresentações na capital fluminense.

“Hamlet 16×8” integra a programação da Semana de Arte do Rio, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), entre 16 e 27 de setembro.

Exposição e legado

Com curadoria de Cecília Boal e Daniela Camargo, a exposição Augusto Boal inclui itens como cartazes, fotografias e registros históricos de montagens dirigidas por Boal no Brasil e no exterior. O acervo evidencia o papel fundamental de Boal como divulgador da dramaturgia íbero-latino-americana.

A mostra ressalta também a importância do Teatro de Arena, grupo fundamental da cena brasileira a partir dos anos 1950. Sob direção de Boal, o Arena consolidou uma dramaturgia voltada à realidade social brasileira e revelou autores, atores e encenadores que marcariam a história do teatro nacional.

O grupo circulou por países como Estados Unidos, México, Peru e Argentina, tornando-se referência artística e política na América Latina e no mundo. Dessa forma, a exposição reafirma a relevância de Boal para a consolidação de um teatro engajado e conectado com questões sociais.

Serviço

Foto: Pio Figueiroa

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