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Sesc recebe fruto de residência musical latino-americana

Dez dias de criação coletiva na Mata Atlântica da Serra da Mantiqueira resultaram em um encontro musical inédito que agora chega a São Paulo. No dia 28 de julho, o Sesc Consolação recebe o espetáculo Portunhol Selvagem, concerto que encerra a Residência Internacional de Música do 24º Festival Arte Serrinha.

O show apresenta ao público o repertório desenvolvido durante o período de convivência artística na Fazenda Serrinha, em Bragança Paulista. Além disso, a apresentação encerra um ciclo de experimentação coletiva iniciado longe dos palcos tradicionais.

Terceira edição da parceria

Realizado pelo terceiro ano consecutivo em parceria com o Sesc Consolação, o concerto amplia a experiência do Festival Arte Serrinha para além da fazenda. Assim, o público paulistano passa a acompanhar de perto uma criação que nasce da convivência entre artistas de diferentes culturas latino-americanas.

O processo criativo se apoia na escuta, na improvisação e na criação compartilhada. Portanto, o que se ouve no Teatro Anchieta é fruto direto da vivência coletiva na Serra da Mantiqueira.

Dez músicos, sete países

Sob direção artística do pianista Benjamim Taubkin, o grupo reúne Aline Gonçalves e Noa Stroeter (Brasil), Juan Falú (Argentina), Jorge Glem (Venezuela), Urián Sarmiento (Colômbia), Juanjo Corbalán e Lara Barreto (Paraguai), Nacho Seijas (Uruguai) e Chieko Donker Duyvis (Holanda).

Todos são músicos reconhecidos por trajetórias que atravessam a música popular, o jazz, o folclore, a improvisação e a pesquisa das tradições musicais de seus países. No entanto, é justamente a diversidade de origens que dá sustentação à proposta do espetáculo.

O conceito por trás da edição

A residência integra a programação do Festival Arte Serrinha, realizado entre 6 e 26 de julho na Fazenda Serrinha. Em 2026, a 24ª edição teve como tema Portunhol Selvagem, conceito criado pelo poeta Douglas Diegues que propõe pensar a América Latina como um território de encontros, atravessamentos culturais e identidades em permanente transformação.

Durante dez dias, os artistas compartilharam repertórios, referências, técnicas e experiências para construir um concerto inédito, que só existe a partir desse encontro. Dessa forma, Portunhol Selvagem se torna a possibilidade de criar uma linguagem comum preservando os sotaques de cada cultura.

O espetáculo nasce do diálogo entre diferentes tradições musicais latino-americanas e da liberdade da improvisação. Enquanto isso, cada integrante do grupo carrega para o palco elementos próprios de sua formação musical.

A perspectiva da curadoria

Para Fabio Delduque, curador do Festival Arte Serrinha, a apresentação no Sesc Consolação representa a continuidade natural do trabalho desenvolvido durante o festival.

Há três anos essa parceria permite que o público de São Paulo também experimente um pouco do que acontece na Fazenda Serrinha. É uma forma de prolongar os encontros que nascem durante o festival e compartilhar essa criação coletiva para além do território onde ela acontece.

O concerto percorre sonoridades do Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela, Colômbia e Uruguai, cruzando ritmos populares, música instrumental contemporânea, improvisação e tradições musicais latino-americanas em um espetáculo criado especialmente para esta edição do festival.

Serviço

Foto: Divulgação

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