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Rock in Rio Academy transforma bastidores em aprendizado

Os bastidores do Rock in Rio serviram como sala de aula para empresários, executivos, gestores e profissionais durante o Rock in Rio Academy 2026. Realizado na Cidade do Rock nesta quarta-feira, 9 de setembro, o encontro teve como tema “Orquestrando Sistemas Vivos Sob Pressão” e apresentou os desafios de uma grande operação como fonte de conhecimento aplicado.

A jornada foi construída a partir de decisões estratégicas, situações reais e aprendizados acumulados pelo festival ao longo de mais de quatro décadas. Ao longo da programação, cultura, pessoas, estratégia, tecnologia, marca e operação foram tratadas como elementos conectados dentro de um mesmo sistema.

Os participantes também acompanharam conversas estratégicas, experiências práticas e visitas guiadas pelas trilhas de Gestão, Marketing e Produção. Dessa forma, o Academy propôs uma aproximação entre conteúdo, vivência e troca de perspectivas profissionais.

Experiência como ferramenta de gestão

Agatha Arêas, fundadora da Provoke e criadora do Rock in Rio Academy, conduziu a conversa “Colaboração com maestria”. A executiva destacou que a Cidade do Rock permite colocar o aprendizado em contato direto com os desafios de uma operação marcada por múltiplos públicos, parceiros e decisões simultâneas.

Para Agatha, a décima edição do encontro mostrou novamente como conhecimento e experiência podem gerar conexão. O Academy, criado há 11 anos, utiliza o universo do entretenimento para compartilhar aprendizados com profissionais de diferentes setores.

Liderança para tempos inéditos

Reynaldo Gama, CEO da Ânima Empresas, discutiu a necessidade de rever modelos tradicionais de gestão. Na palestra “A liderança da atualidade”, ele apresentou conceitos relacionados à liderança relacional, humana e criativa, destacando também a vulnerabilidade como parte da formação de novos líderes.

O executivo defendeu a integração entre educação, cultura e experiência em um momento marcado por situações inéditas. Assim, a liderança passa a exigir capacidade de aprendizado, adaptação e construção de relações.

Todos em torno do mesmo propósito

Luis Justo, CEO da Rock World, conduziu a conversa sobre cultura e liderança compartilhada. O executivo destacou que 28 mil pessoas precisam atuar em torno de um único propósito para que o Rock in Rio aconteça.

A discussão também abordou integridade, atenção aos detalhes e cuidado com os trabalhadores que atuam nos bastidores. Entre as estruturas citadas estão bases de apoio com espaços para descanso, banho, alimentação e acesso à água, além de uma equipe dedicada à fiscalização dessas condições.

No painel sobre transições colaborativas, Justo e Ronaldo Pereira compartilharam reflexões sobre sucessão e continuidade. A conversa marcou a homenagem ao executivo, que encerra um ciclo de 15 anos à frente da Rock World, e destacou a passagem estruturada como forma de preservar cultura e legado.

Marcas constroem experiências

Rodrigo Padilla, do Grupo LATAM, e Renata Guaraná, diretora de Parcerias da Rock World, falaram sobre a construção de conexões emocionais entre marcas e público. O debate mostrou como a participação das empresas parceiras amplia os estudos de caso e transforma experiências em aprendizados compartilhados.

A LATAM apresentou sua estratégia de aproximação emocional com os clientes, usando a música e o entretenimento como territórios de conexão. Enquanto isso, Renata destacou a importância de as marcas participarem ativamente das narrativas construídas dentro do festival.

Sustentabilidade e melhoria contínua

Katielle Haffner, da Coca-Cola Brasil, e Letícia Freire, gerente de Sustentabilidade Operacional da Rock World, mostraram como parcerias podem transformar compromissos de sustentabilidade em ações práticas.

A colaboração entre Coca-Cola e Rock in Rio foi apresentada como exemplo de revisão de processos e busca contínua por soluções. Segundo Letícia, os impactos de grandes eventos são coletivos e, por isso, as respostas também precisam ser construídas entre diferentes parceiros.

Crises exigem autonomia

Ricardo Acto, COO do Rock in Rio, e Jessica Cavalcanti, gerente do Projeto Rock in Rio, discutiram decisões em situações imprevisíveis. A conversa sobre gestão sob pressão abordou como responder rapidamente a acontecimentos que fogem do planejamento.

O painel ressaltou a necessidade de uma governança de alta performance, com autonomia e responsabilidade técnica distribuídas entre diferentes níveis da organização. Por outro lado, a experiência de equipe permanece essencial para colocar planos complexos em prática.

Um festival para várias gerações

Ana Deccache, Zé Ricardo e Joana Cardoso discutiram como o Rock in Rio se comunica com públicos de diferentes idades e interesses. A estratégia combina uma narrativa comum, baseada na alegria e na experiência, com conversas específicas para comunidades, fãs de artistas e gerações.

O encontro entre gerações também aparece no line-up e na identidade do festival. A marca consegue aproximar tendências como o K-Pop de artistas que atravessam décadas, como Elton John, sem deixar de preservar seus valores.

Joana Cardoso ressaltou que a emoção ajuda a transformar diferenças em pertencimento. Assim, públicos distintos podem se reconhecer dentro da mesma história e compartilhar uma experiência comum na Cidade do Rock.

Essência e transformação

Roberta Medina e Rodolfo Medina encerraram o Academy com o painel “Multiplicando o legado”. A conversa teve como ponto de partida os 41 anos de história do Rock in Rio e a necessidade de manter a essência da marca enquanto novas tecnologias, formatos e experiências são incorporados.

Roberta destacou o DNA do festival como uma referência para orientar decisões ao longo do tempo. Rodolfo, por sua vez, abordou o papel das parcerias na criação de novas experiências que preservem a identidade do Rock in Rio.

O encontro terminou com a ideia de que legado não significa repetir o passado. Portanto, a continuidade da marca depende de reconhecer o que é essencial e encontrar maneiras de transformar esse DNA em novas conexões.

Foto: Divulgação

Rock in Rio Academy transforma bastidores em aprendizado
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