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Pier Mauá sedia 10ª Shell Eco-marathon com equipes de 5 países

O Armazém 4 do Pier Mauá, no Rio de Janeiro, se transforma em laboratório de mobilidade entre 25 e 27 de agosto. A décima edição da Shell Eco-marathon no Brasil reúne mais de 500 estudantes e mais de 50 equipes vindas de cinco países – Brasil, Colômbia, Equador, México e Peru – em uma disputa que coloca a eficiência energética em teste real.

Teoria que vira solução prática

A Shell Eco-marathon desafia estudantes a projetar, construir e pilotar veículos capazes de percorrer a maior distância possível utilizando a menor quantidade de energia. A competição vai além da pista: coloca projetos acadêmicos em condições reais de desenvolvimento e testes.

Para isso, os participantes integram conhecimentos de mecânica, elétrica, eletrônica, materiais, controle e gerenciamento energético. O resultado é a transformação da teoria aprendida em sala de aula em soluções para desafios concretos da mobilidade.

Protótipos e conceitos urbanos em ação

Os veículos competem em duas categorias distintas. Os Protótipos são ultraleves e projetados para alcançar a máxima eficiência energética. Já os modelos de Conceito Urbano possuem características mais próximas às dos automóveis comerciais, como volante, portas e quatro rodas.

As equipes podem escolher entre três fontes de energia: combustão interna, com gasolina ou etanol; bateria elétrica; ou célula de hidrogênio. Essa diversidade permite que diferentes soluções e estratégias de eficiência sejam testadas nas mesmas condições.

Durante três dias, nossos armazéns e área externa viram pista, oficina e laboratório para centenas de jovens que estão testando, na prática, novas possibilidades para a mobilidade.

Denise Lima, diretora do Pier Mauá

Dez anos de formação no Brasil

A Shell Eco-marathon nasceu oficialmente na França, em 1985, e hoje reúne anualmente mais de 5 mil estudantes de mais de 50 países. Ao longo das edições, os participantes utilizam os resultados obtidos nas pistas para aperfeiçoar seus projetos, reduzir o peso dos veículos, aprimorar sistemas de controle e encontrar novas formas de gerenciar a energia disponível.

No Brasil, a competição se tornou uma ponte entre a formação acadêmica e desafios encontrados pela indústria. Além da eficiência energética, os estudantes trabalham com questões relacionadas a desempenho, confiabilidade, segurança, materiais e novas tecnologias de propulsão.

Ao completar dez anos no país, a Shell Eco-marathon reforça seu papel como plataforma de experimentação e formação de uma nova geração de profissionais diante dos desafios de eficiência energética, descarbonização e futuro da mobilidade.

Serviço

Foto: Divulgação

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