Panorama POP

Oficina discute IA e fake news no Rio

Em meio ao crescimento da Inteligência Artificial, entender o que é real ou manipulado se tornou um desafio cotidiano. No dia 22 de julho, o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, promove uma oficina gratuita que propõe justamente esse debate, voltado especialmente ao público 50+.

Realizada das 14h às 16h, a atividade integra o programa Laboratório Aberto e reúne especialistas para discutir os impactos da IA generativa na circulação de informações. Além disso, o encontro será conduzido por Matheus Soares, do Aláfia Lab e do desinformante, e Carla Rodrigues, da Data Privacy Brasil.

Os dois também estão à frente do “Observatório de IA nas Eleições”, iniciativa que acompanha em tempo real conteúdos produzidos por inteligência artificial. Assim, a oficina traz uma abordagem conectada aos desafios mais atuais do ambiente digital.

Aprendizado na prática

A proposta é simples e direta: ajudar os participantes a desenvolver um olhar crítico sobre o conteúdo que consomem diariamente. Durante o encontro, serão analisados vídeos, áudios e imagens, além da apresentação de técnicas de checagem de fatos.

Além disso, os participantes vão aprender a proteger seus dados pessoais e a lidar com a circulação de informações em grupos digitais. Dessa forma, o objetivo é oferecer ferramentas concretas para enfrentar a desinformação no dia a dia.

Como resultado final, será produzida uma cartilha colaborativa com orientações práticas. O material poderá ser compartilhado posteriormente, ampliando o acesso a conteúdos confiáveis e incentivando boas práticas digitais.

Importância da inclusão digital

Segundo Milena Godolphim, coordenadora de inovação do Museu do Amanhã, o foco no público 50+ reflete a necessidade de ampliar o acesso a debates sobre tecnologia. Trata-se de um grupo com forte atuação social e política, que precisa estar preparado para os desafios informacionais atuais.

“Como um museu de ciências, é parte da nossa missão combater a desinformação. Em momentos políticos decisivos, a segurança da informação se torna ainda mais crucial”, destaca.

Assim, a iniciativa também dialoga com o conceito de sustentabilidade defendido pela instituição, que envolve relações mais transparentes, informadas e saudáveis dentro da sociedade.

Cultura, ciência e sociedade

O Laboratório Aberto propõe experiências que unem diferentes áreas do conhecimento. Enquanto isso, o programa busca aproximar o público de temas complexos por meio de atividades acessíveis e participativas.

Portanto, a oficina reforça o papel do Museu do Amanhã como um espaço de reflexão sobre o presente e o futuro, conectando tecnologia, cultura e cidadania de forma prática e inclusiva.

Sobre o Museu do Amanhã

Gerido pelo idg — Instituto de Desenvolvimento e Gestão, o Museu do Amanhã é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O projeto é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Conta com o Itaú como patrocinador estratégico, além de Shell, Vale e Motiva como mantenedores, e patrocínio de empresas como IBM e TAG. Também tem a Globo como parceira estratégica e apoio de diversas instituições públicas e privadas.

Entre os apoiadores estão Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Além disso, a iniciativa conta com parcerias de mídia como Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí e Canal Curta ON.

Sobre o idg

Com 25 anos de atuação, o idg desenvolve projetos culturais, ambientais e educacionais em diferentes regiões do país. A instituição está à frente de espaços como o Museu do Amanhã, o Museu das Favelas e o Paço do Frevo.

Além disso, também participa da gestão de iniciativas como o Museu das Amazônias e o Fundo da Mata Atlântica, reforçando seu compromisso com inovação e impacto social.

Serviço

Foto: Albert Andrade

Oficina discute IA e fake news no Rio
Sair da versão mobile