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Nísia Trindade e Waldeck debatem Constituinte no Rio

Uma aula pública e gratuita vai reunir no Rio de Janeiro dois nomes centrais da saúde e da educação brasileira para refletir sobre um dos momentos mais importantes da democracia do país. Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz, e o professor Waldeck Carneiro, da Universidade Federal Fluminense, sobem juntos à “sala de aula” na quarta-feira, 27 de maio, a partir das 20h, no Bar Souza Lima 13, na Glória, zona sul do Rio de Janeiro.

Constituição em pauta, fora dos muros da universidade

O tema do encontro é “40 anos da eleição da Assembleia Constituinte: legado para as áreas de educação e saúde”. Em vez de um simpósio fechado, a opção foi por um espaço público, aberto, com entrada franca — uma escolha que já diz muito sobre a proposta do evento.

A Constituição de 1988 é considerada um divisor de águas na história do Brasil. Além de restabelecer as liberdades democráticas após o período militar, ela criou as bases do Sistema Único de Saúde e garantiu direitos fundamentais na educação pública. Discutir esses legados, 40 anos depois, é tanto um exercício de memória quanto de avaliação crítica do presente.

Quem são os convidados

Waldeck Carneiro é um dos nomes mais reconhecidos no campo da educação pública no Brasil. Nísia Trindade, por sua vez, tem uma trajetória que atravessa a academia, a gestão pública e a pesquisa em saúde coletiva e sociologia. A combinação dos dois perfis torna o debate especialmente rico para quem acompanha políticas sociais no país.

Carneiro resume bem o espírito do evento: “O objetivo é manter viva a memória de um período decisivo da democracia brasileira e refletir sobre os legados da Constituição para direitos fundamentais como educação e saúde.”

“É uma aula aberta, gratuita, sobre os 40 anos da Constituição cidadã. E nesses 40 anos vamos conversar sobre o legado da Constituição para a saúde e para a educação.”

Nísia Trindade reforça o convite com a mesma clareza, destacando que o evento é para todos — não apenas para especialistas ou pesquisadores da área.

Conhecimento na rua

Realizar esse debate em um bar, com acesso livre, é também uma forma de reconectar a população com sua própria história constitucional. No entanto, vai além do simbolismo: é uma aposta concreta na democratização do saber e na relevância desses temas para a vida cotidiana.

Por fim, o evento chega em um momento em que discussões sobre o financiamento do SUS e os rumos da educação pública seguem na pauta nacional — o que torna a reflexão proposta ainda mais oportuna.

Serviço

Foto: Divulgação

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