O crescimento acelerado dos aplicativos de mobilidade no Brasil trouxe novas oportunidades de renda, mas também ampliou os desafios enfrentados por quem depende do carro para trabalhar. Segundo o IBGE, mais de 1 milhão de brasileiros atuam como motoristas de aplicativo e taxistas, o que intensifica o debate sobre segurança e proteção patrimonial.
Com jornadas extensas e circulação constante por diferentes regiões, esses profissionais estão mais expostos a acidentes, furtos e roubos. Assim, o risco elevado impacta diretamente nos custos de proteção veicular, especialmente nos modelos tradicionais.
Desafios da rotina nas ruas
A alta quilometragem e o uso contínuo do veículo tornam o desgaste mais acelerado. Além disso, a necessidade de trabalhar em horários variados aumenta a vulnerabilidade, principalmente em grandes cidades.
Por outro lado, o custo elevado dos seguros tradicionais pode pesar no orçamento. Isso ocorre porque o perfil desses motoristas apresenta maior probabilidade de sinistros, o que eleva os valores cobrados.
Nova forma de proteção
Diante desse cenário, a proteção patrimonial mutualista surge como alternativa. O modelo funciona por meio de associações em que os participantes contribuem para um fundo comum, utilizado para cobrir prejuízos dos próprios associados.
Dessa forma, há divisão coletiva dos custos, o que amplia o acesso à proteção. Além disso, a proposta tende a se adaptar melhor à realidade de quem utiliza o veículo de forma intensiva.
“Muitos seguros tradicionais possuem valores elevados para esse perfil, justamente pelo maior índice de utilização”, explica Kleber Vitor, da APVS Brasil.
O executivo reforça que o planejamento da proteção deve ser feito com atenção desde o início da atividade. Portanto, considerar custos, coberturas e benefícios disponíveis é essencial para evitar prejuízos maiores no futuro.
Menos impacto em imprevistos
Entre os diferenciais do modelo, está a possibilidade de reduzir o impacto financeiro em situações inesperadas. Benefícios como carro reserva, por exemplo, permitem que o motorista continue trabalhando mesmo durante a manutenção do veículo.
Assim, a continuidade da atividade é preservada, o que é fundamental para quem depende exclusivamente do carro para gerar renda.
Crescimento do mutualismo
O sistema mutualista vem se consolidando como alternativa viável no setor. Baseado no compartilhamento de riscos, ele oferece maior previsibilidade e contribui para um planejamento financeiro mais estável.
A APVS integra esse segmento, regulamentado pela Lei Complementar nº 213/2025, e atua há mais de 14 anos no Brasil. A associação atende veículos de diferentes portes e destaca como princípios a valorização do associado e a responsabilidade social.
Por fim, a busca por modelos mais acessíveis e alinhados à realidade dos motoristas indica uma mudança no comportamento dessa categoria, que passa a priorizar não apenas proteção, mas também sustentabilidade financeira no dia a dia.
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