Uma empresa brasileira está prestes a entrar para o seleto grupo das maiores rerrefinarias do mundo. A Lwart Soluções Ambientais anunciou, durante o 16º Encontro Internacional com o Mercado – América do Sul, realizado em junho no Rio de Janeiro, a expansão que elevará em mais de 60% sua capacidade de produção de óleos básicos — e deve posicioná-la como a segunda maior operação do setor no planeta ainda em 2026.
Investimento histórico em Lençóis Paulista
A nova linha de produção está sendo implantada na unidade industrial da empresa em Lençóis Paulista (SP), considerada uma das mais avançadas do mundo. Com a expansão, a capacidade de processamento passará de 180 milhões para 300 milhões de litros anuais de óleos básicos Grupo II produzidos a partir do rerrefino de óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC). A entrada em operação está prevista para o segundo semestre de 2026, com expectativa de disponibilizar cerca de 60 mil metros cúbicos adicionais até o fim do ano.
A Lwart é a única produtora na América Latina de óleos básicos de alta performance Grupo II a partir do rerrefino. Além disso, a empresa atende anualmente mais de 116 mil clientes de coleta e mantém 22 unidades de armazenamento temporário distribuídas por todo o Brasil.
Resiliência e soberania no abastecimento
No painel “O mercado de óleos básicos”, o CEO Thiago Trecenti destacou que o rerrefino já responde por cerca de 20% da oferta de óleo básico consumida no país, reduzindo a dependência de importações e a exposição a oscilações cambiais e crises geopolíticas.
O desafio não é escolher uma única fonte de abastecimento. O desafio é construir um sistema resiliente, com múltiplas fontes de suprimento. Quanto maior a capacidade nacional, menor será a vulnerabilidade do nosso mercado.
Inovação brasileira acima da média global
A Lwart também chamou atenção pelo rendimento de 76% no processo de transformação do OLUC em óleo básico Grupo II, índice acima da média global da indústria, estimada em torno de 70%. Para Trecenti, o resultado é símbolo da capacidade de inovação da engenharia nacional.
O executivo também reforçou uma mudança de perspectiva sobre o óleo lubrificante usado. “Para nós, o OLUC não é um resíduo. Ele é uma reserva estratégica que circula dentro do Brasil. Ao rerrefinar esse material, conseguimos fortalecer a segurança energética e ampliar a circularidade da indústria”, afirmou. Dessa forma, a Lwart consolida seu posicionamento como protagonista da economia circular e do desenvolvimento sustentável da indústria de lubrificantes no país.
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