Close Menu
Panorama POP
  • Cultura
  • Famosos
  • Filmes e Séries
  • Gastronomia
  • Moda
  • Música
  • Turismo
  • Notícias
    • Beleza
    • Carnaval
    • Carros
    • Cinema
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Eventos
    • Influenciadores
    • Lifestyle
    • Marketing
    • Negócios
    • Política
    • Saúde
    • Social
    • Tecnologia
  • Colunas
    • Resenha de Negócios
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram
Panorama POP
6 de outubro de 2026
  • Cultura
  • Famosos
  • Filmes e Séries
  • Gastronomia
  • Moda
  • Música
  • Turismo
  • Notícias
    • Beleza
    • Carnaval
    • Carros
    • Cinema
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Eventos
    • Influenciadores
    • Lifestyle
    • Marketing
    • Negócios
    • Política
    • Saúde
    • Social
    • Tecnologia
  • Colunas
    • Resenha de Negócios
Panorama POP
Home » Música
Música

DUNA transforma instabilidade afetiva em disco

Redação28.07.2026
Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Threads Copy Link

Aproximação, afastamento e silêncio mediado por telas: esses são os ingredientes do novo disco de DUNA, projeto em duo formado por Everton Behenck e Guilherme Rech, integrante também da banda Lã e do projeto Amigo Imaginário. O trabalho observa relações afetivas marcadas por instabilidade, desejo e contradição, características cada vez mais comuns nos relacionamentos contemporâneos.

Acompanhando o lançamento, o duo apresenta o videoclipe do single “Sal & Sombra”, dirigido por Carol Delgado, que aposta em inteligência artificial como linguagem narrativa.

Um território que muda de forma

O próprio nome do projeto carrega significado. A duna, que se transforma conforme o vento e o deslocamento do corpo, serve como metáfora para relações que se reorganizam o tempo todo, alternando leveza e sufocamento, proximidade e desgaste. Nas faixas do disco, o amor deixa de ser promessa de estabilidade e passa a ser retratado como movimento contínuo — feito de avanços, recuos e tentativas de permanência.

Desenvolvido ao longo de 2024, o álbum nasce do interesse em transformar experiências cotidianas de aproximação e ruído emocional em pequenas cenas musicais. Nessas cenas, a intimidade aparece constantemente atravessada pelo modo como as pessoas se relacionam hoje, quase sempre mediado por mensagens e silêncios digitais.

Criação mediada pela distância

Por outro lado, o próprio processo criativo do disco reflete seu tema central. Everton, em São Paulo, e Guilherme, em Florianópolis, construíram o projeto inteiramente à distância, trocando ideias e finalizando as canções por mensagens. Dessa forma, a mediação tecnológica que atravessa o conteúdo das músicas também esteve presente na própria produção do trabalho.

As bases criadas por Guilherme deram origem às melodias e letras de Everton, pensadas como cenas com início, tensão e consequência. O resultado é um conjunto narrativo que se escuta como um arco emocional coeso, quase um roteiro sonoro sobre os altos e baixos de um relacionamento.

Sonoridade íntima entre litoral e madrugada

Sonoramente, o disco aposta em uma estética lo-fi intimista, com vozes próximas e arranjos que sustentam o clima sem disputar espaço com a narrativa. A atmosfera remete a calor, litoral e madrugada, criando um cenário em que romance e ruído convivem lado a lado.

A captação e edição de vocais ficaram a cargo de Lou Schmidt, da AntFood, enquanto a mixagem e masterização foram assinadas por Fernando Ianni. Juntos, esses elementos reforçam a proposta de um disco que soa próximo, quase confessional.

Faixas como capítulos de uma relação

Enquanto isso, as canções percorrem diferentes fases de um mesmo vínculo: o impulso de bloqueio que convive com a recaída, o pós-relacionamento vivido na tela, a insistência diante do silêncio, o respiro ilusório da reconciliação, a travessia imperfeita de quem ainda tenta acreditar, o jogo afetivo como mecanismo de defesa e, por fim, a madrugada como espaço da recaída sem glamour.

As faixas se organizam, assim, como capítulos de uma história construída na fricção entre o desejo de permanência e a vontade de fuga.

“Quando existe agressão física ou uma violência muito explícita, é fácil identificar uma relação tóxica. Mas existe uma zona cinza onde quase todo mundo já esteve: até onde é uma dificuldade natural da relação? Até onde é desgaste? E quando começa a ultrapassar um limite? Nem o disco nem o clipe querem responder isso de forma definitiva – porque cada pessoa sabe os próprios limites. Mas a discussão está no ar.”

A imagem dos porcos-espinhos

O clipe de “Sal & Sombra”, dirigido por Carol Delgado, utiliza inteligência artificial para deslocar a estética de animações populares para situações adultas, marcadas por conflito, desejo, recaída e silêncio.

A narrativa acompanha dois porcos-espinhos que tentam se aproximar, mas se machucam ao encostar — síntese perfeita do núcleo do projeto: a dificuldade de sustentar a intimidade quando o próprio afeto carrega espinhos.

Por fim, DUNA entrega um projeto que não busca fechar respostas sobre relacionamentos contemporâneos, mas abre espaço, através da música e da imagem, para uma reflexão sobre os limites entre desgaste natural e desgaste tóxico em vínculos cada vez mais mediados pelo digital.

Serviço

  • Projeto: DUNA (Everton Behenck e Guilherme Rech)
  • Single e clipe: “Sal & Sombra”, dirigido por Carol Delgado
  • Disco disponível no Spotify
  • Clipe disponível no YouTube

Foto: Divulgação

DUNA transforma instabilidade afetiva em disco
Share. WhatsApp Twitter Facebook LinkedIn Threads Copy Link
Redação

    Mais Notícias

    Belga radicada em Nova York, Laura Peartree estreia solo ao som de piseiro

    Pe Lanza, Dead Fish, HEVO84, Hateen e Replace: Festa Retrô 2Mil estreia em duas cidades

    Eric Land aposta em piseiro, sofrência e curtição

    Comments are closed.

    Panorama POP
    X (Twitter) Instagram
    © 2026 | Panorama POP | Pautas: redacao@panoramapop.com.br

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.