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Criolice faz 16 anos em Madureira

O projeto Criolice completa 16 anos neste sábado, 19 de setembro, com uma programação especial no Centro Cultural Tia Doca, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A celebração reúne feijoada gratuita, roda de conversa sobre ancestralidade e mulheres negras, feira de empreendedorismo e dois tempos de roda de samba dedicados à cultura negra.

A festa marca uma nova fase do Criolice, que agora ocupa um endereço diferente, mas segue em Madureira, território histórico de resistência e tradição do samba carioca. A programação começa às 13h, com feijoada gratuita distribuída até as 15h e cortesia de entrada para todos os públicos até as 17h.

Samba em dois tempos

Para comemorar os 16 anos, o Criolice traz uma novidade: dois tempos de roda de samba, comandados por dois grupos diferentes. O repertório foi pensado para valorizar a ancestralidade e reunir clássicos de nomes essenciais para a história do samba.

Entre os homenageados estão Candeia, Ney Lopes, Monarco, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho e Dona Ivone Lara. Além disso, a roda também vai incluir canções da atualidade, criando um encontro entre diferentes gerações do gênero e reforçando a ligação entre tradição e contemporaneidade no samba.

Empreendedorismo e debate sobre mulheres negras

A programação começa com uma feira de empreendedorismo negro, que reúne expositores de diferentes segmentos, do artesanato à gastronomia. O espaço conta com forte presença de mulheres empreendedoras, em sintonia com o papel do projeto de fortalecer iniciativas econômicas e culturais ligadas à população negra.

Em seguida, acontece uma roda de conversa com o tema “Tia Doca da Portela: Ancestralidade, samba, memória e resistência das mulheres negras”. O debate reúne nomes importantes como Rogério Família, Jonathan Raymundo e Dandara Barbosa (Wakanda In Madureira), Jana Guinond, Déborah Medeiros e Aline Monteiro.

Na sequência, o samba toma conta do espaço com um repertório marcado pela valorização da ancestralidade e por clássicos de grandes nomes da música brasileira.

16 anos de valorização da cultura negra

O Criolice celebra 16 anos de resistência cultural e reafirma sua importância na valorização do samba, da cultura negra e da ancestralidade. Ao longo dessa trajetória, o projeto se consolidou como um ponto de encontro para quem vive e promove o samba em suas diferentes expressões, sempre com foco na memória, na identidade e na continuidade das tradições.

A edição especial no Centro Cultural Tia Doca reforça esse papel ao ocupar um território simbólico de Madureira, um dos principais redutos de tradição e resistência do samba carioca. Assim, a festa de aniversário se transforma também em um ato de reconhecimento e fortalecimento da cultura negra na cidade.

Do Ponto Chic a Madureira

Criado por Rose Maciel, Leandro Braz e Dayvson Gomes, o Criolice começou no Ponto Chic, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com o crescimento do público, o encontro ganhou novas proporções e deixou de ser realizado na rua, migrando para espaços que pudessem acolher melhor os frequentadores.

Na época, dois administradores do Parque Madureira estavam entre os frequentadores do Criolice, abrindo caminho para que a programação chegasse a Madureira. Desde então, o projeto se firmou em um dos principais territórios de resistência e tradição do samba carioca, mantendo viva a proposta de celebrar a música e a identidade negra.

Serviço

Foto: Divulgação

Criolice faz 16 anos em Madureira
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