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Chef leva técnica Michelin ao delivery

José Araújo aplica fundamentos da alta gastronomia japonesa no delivery do Sushi Garden, em São Paulo.

O chef José Araújo iniciou sua trajetória na cozinha profissional por funções básicas e exigentes. Em São Paulo, lavou pratos e observou em silêncio a rotina de restaurantes de alto nível.

Com disciplina e repetição, construiu a base técnica da carreira. Assim, anos depois, participou da conquista de duas estrelas Michelin na gastronomia japonesa brasileira.

Base técnica e tradição

Um dos marcos da trajetória foi o ingresso na equipe de Jun Sakamoto. No restaurante, José percorreu várias etapas até assumir o preparo do arroz.

Na culinária japonesa, o shari é tratado como elemento central do sushi. Além disso, seu preparo exige controle preciso de textura, temperatura e equilíbrio.

Sob supervisão rigorosa, o chef desenvolveu um princípio que carrega até hoje. Dessa forma, consolidou o respeito pelos fundamentos da gastronomia como eixo do seu trabalho.

Mudança de modelo

Durante sua passagem pelo restaurante Jun Sakamoto, a casa conquistou sua primeira estrela Michelin. Mais tarde, José também integrou a equipe do restaurante Hutô.

Nesse período, participou de mais uma estrela Michelin para a gastronomia japonesa paulistana. No entanto, decidiu não seguir apenas o caminho da exclusividade.

Em vez disso, apostou no delivery como novo modelo de atuação. Assim, passou a traduzir técnica e tradição para uma operação voltada ao consumo em casa.

Sushi Garden em São Paulo

Fundado em 2019, o Sushi Garden nasceu com a proposta de inserir a culinária japonesa de alto padrão no dia a dia. O cardápio é assinado por José Araújo.

A operação combina técnica, ingredientes frescos e padrões rigorosos de qualidade. Enquanto isso, a marca também investe em tecnologia aplicada às cozinhas.

Entre os destaques está o Garden Shari, inspirado no estilo Edomae e preparado com vinagre envelhecido. Tradicionalmente, essa técnica aparece em restaurantes japoneses de alto padrão.

Levar esse processo ao delivery em 2026 exigiu adaptação operacional e revisão de métodos. Por fim, a meta é manter consistência e identidade em milhares de pedidos diários.

Foto: Helena Rubano de Abreu

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