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A nova era dos perfumes: óleo, balm e micropérolas

Redação02.09.2026
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Perfume em óleo, sólido, stick, gel ou micropérolas: os novos formatos estão mudando a maneira como as fragrâncias são apresentadas e utilizadas. Marcas como Dior, Dolce & Gabbana, Guerlain e Natura já apostam em alternativas ao tradicional frasco líquido.

Por trás dessa transformação está um consumidor interessado em experimentar. Além disso, a inovação cria novas possibilidades de uso, aumenta a diferenciação entre marcas e amplia o potencial de conversa em torno dos produtos.

Por que a perfumaria testa novos formatos?

Diferentemente de outras categorias da beleza, a perfumaria mantém uma relação especialmente forte com a descoberta. O consumidor não necessariamente procura repetir sempre a mesma compra: ele também quer conhecer novas fragrâncias e comparar experiências.

O relatório Health & Beauty Pulse 2026, produzido pela Criteo, aponta que até 53% das compras de fragrâncias no mundo são feitas por pessoas que não haviam comprado aquela marca nos 12 meses anteriores.

Nos Estados Unidos, o consumidor médio avalia cerca de 12 fragrâncias diferentes antes de finalizar a compra. Portanto, o setor encontra um público mais propenso a testar lançamentos e mudar de marca do que outras áreas da beleza.

Esse cenário transforma os formatos alternativos em uma oportunidade para marcas que desejam chamar atenção e oferecer uma experiência diferente, especialmente sem depender exclusivamente da redução de preços.

Uma experiência além da fragrância

“Quando uma categoria tem um índice de troca de marca tão alto quanto o de perfumes, não basta manter quem já compra: é preciso também atrair quem hoje é fiel a um concorrente. E a forma mais eficiente de fazer isso, sem entrar numa guerra de preço, é criando uma experiência de uso que a marca concorrente ainda não oferece”, explica Ana Jacobs, CEO da Jacobs Comunicação.

A agência de marketing de influência tem entre seus clientes Grupo L’Oréal, Natura, Dolce & Gabbana e Grupo Boticário. Na avaliação da executiva, a forma de aplicar a fragrância pode se tornar tão relevante quanto o perfume em si.

Óleo e perfume sólido ganham espaço

As fragrâncias em óleo chegam ao mercado associadas à promessa de maior durabilidade em comparação com as versões líquidas e alcoólicas. Ao mesmo tempo, tendem a apresentar uma projeção mais discreta, característica que pode agradar quem busca intensidade sem incomodar as pessoas ao redor.

Os perfumes sólidos, por sua vez, resolvem uma questão prática. Como não são líquidos, não enfrentam as mesmas restrições de bagagem em aeroportos e podem ser transportados com mais facilidade no dia a dia, sem o risco de causar estragos dentro da bolsa.

Enquanto isso, versões em stick, gel e balm ampliam a variedade de texturas e modos de aplicação. O uso deixa de ser apenas um gesto tradicional e passa a fazer parte de uma experiência mais sensorial.

Produtos feitos para circular

A combinação entre praticidade e novidade também favorece a divulgação espontânea. Embalagens inesperadas, como as que apresentam micropérolas, despertam curiosidade e podem gerar vídeos, unboxings e comparações nas redes sociais.

“Um produto bem pensado gera um ciclo de divulgação orgânica que nenhuma campanha paga reproduz com a mesma naturalidade. Quem usa um perfume em balm, por exemplo, tende a comentar com os colegas, gravar o unboxing, mostrar a textura, comparar a eficácia com outros formatos e, assim, influenciar mais o público do que qualquer anúncio, porque vem de quem já comprou e está compartilhando por vontade própria”, conclui Ana Jacobs.

Foto: Divulgação

A nova era dos perfumes: óleo, balm e micropérolas
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