Enquanto o comércio digital ainda se acostuma com chatbots e recomendações automáticas, uma nova etapa já se desenha no horizonte: agentes de inteligência artificial capazes de pesquisar produtos, comparar alternativas e iniciar transações financeiras em nome de pessoas e empresas, sempre dentro de limites previamente definidos. O fenômeno é chamado de comércio agêntico e já deixou o campo das projeções para se tornar pauta urgente no mercado brasileiro.
Para debater os impactos dessa mudança, a Pagos, Associação Brasileira do Ecossistema de Pagamentos, em parceria com a TNS, provedora global de soluções gerenciadas de conectividade e infraestrutura para pagamentos, promove nesta quarta-feira, 19 de agosto, às 18h, o webinar gratuito “PMEs na era dos agentes: quem vai liderar a próxima onda do comércio?”.
O encontro é organizado pelo Grupo de Trabalho de Comércio Agêntico da Pagos e reunirá quatro especialistas: Linconl Rocha, presidente da Pagos; Valeria Carrete, diretora comercial da TNS; Pedro Bramont, diretor de Inteligência Aplicada do Banco do Brasil; e Cadu Santiago, gerente de Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.
Quando a IA passa a decidir a compra
O tema ganha peso porque o comércio agêntico rompe com a lógica tradicional da jornada de compra digital. Em vez de o consumidor buscar, escolher, clicar e pagar por conta própria, agentes de IA passam a atuar como intermediários ativos dessa decisão. Isso exige, na prática, novas respostas para consentimento, autenticação, autorização delegada, segurança e prevenção a fraudes.
No entanto, o desafio não se limita à tecnologia. Governança de dados, rastreabilidade e responsabilidade em casos de erro, contestação ou compra indevida também entram no radar. São temas que, até recentemente, pareciam distantes da realidade das pequenas e médias empresas, mas que agora ganham urgência dentro do setor.
Para o mercado de telecomunicações e infraestrutura digital, a discussão também é estratégica. A expansão de jornadas automatizadas de compra e pagamento depende de conectividade confiável, disponibilidade de sistemas e integração entre plataformas. Essa estrutura precisa funcionar em diferentes canais, do e-commerce ao WhatsApp, passando por marketplaces, atendimento digital e pontos físicos de venda.
Especialistas alertam para nova infraestrutura
Valeria Carrete, diretora comercial da TNS, explica que o impacto vai além da interface das plataformas de compra. “O comércio agêntico não é apenas uma evolução de interface. Ele muda a forma como a intenção de compra é expressa, como credenciais e consentimentos são gerenciados e como riscos são avaliados”, diz a executiva.
Assim, segundo ela, empresas de todos os portes precisarão entender quais controles mínimos devem existir para operar com segurança e previsibilidade em um cenário em que agentes de IA passam a iniciar transações.
Pagamentos eletrônicos dependem de confiança. Quando agentes de IA passam a iniciar transações, precisamos construir rapidamente boas práticas para consentimento, autenticação, segurança, governança de dados e responsabilização.
A fala é de Linconl Rocha, presidente da Pagos, que reforça a necessidade de o mercado tratar o assunto com pragmatismo e visão de futuro, especialmente para que pequenas e médias empresas não fiquem à margem dessa transformação.
Primeira compra feita por IA no Brasil
Entre os pontos previstos na programação está a explicação sobre o que é, de fato, o comércio agêntico e por que ele já deixou de ser apenas uma tendência futura. O webinar também revelará os bastidores da primeira compra feita por um agente de inteligência artificial no Brasil, um marco simbólico dessa nova fase do consumo digital.
Além disso, o encontro vai abordar novas formas de vender, pagar e se relacionar com clientes, assim como os pilares de preparação para que pequenas e médias empresas consigam se adaptar a esse novo ambiente competitivo. A proposta é oferecer, portanto, um olhar prático sobre um tema ainda pouco explorado fora dos grandes centros de tecnologia.
Banco do Brasil e Sebrae ampliam o debate
A presença do Banco do Brasil no painel permite discutir experiências práticas e casos reais de aplicação da inteligência artificial em jornadas de compra e pagamento. Já a participação do Sebrae Nacional leva a conversa para o universo das pequenas e médias empresas, que tende a sentir diretamente os efeitos de novas formas de descoberta de produtos, atendimento automatizado e decisão de compra assistida por IA.
Por fim, a agenda interessa especialmente a empresas de varejo, serviços, tecnologia, fintechs, telecomunicações, meios de pagamento, automação comercial, e-commerce, marketplaces, atendimento digital, conectividade, segurança e infraestrutura transacional. Para esse público, o comércio agêntico representa uma mudança estrutural, que exige preparar sistemas, dados, autorizações, pagamentos e canais comerciais para um cenário em que softwares passam a tomar decisões operacionais em nome de clientes e empresas.
Serviço
- Evento: Webinar “PMEs na era dos agentes: quem vai liderar a próxima onda do comércio?”
- Data: 19 de agosto de 2026
- Horário: 18h
- Formato: online e gratuito
- Organização: Grupo de Trabalho de Comércio Agêntico da Pagos, em parceria com a TNS
- Participantes: Linconl Rocha (Pagos), Valeria Carrete (TNS), Pedro Bramont (Banco do Brasil) e Cadu Santiago (Sebrae Nacional)
- Site TNS: www.tnsi.com
- Site Pagos: www.pagos.org.br
Foto: Divulgação

