As três principais entidades representativas do setor de tecnologia do Rio de Janeiro decidiram unir esforços em torno de uma agenda comum. Assespro-RJ, Riosoft e TI Rio oficializaram, nesta quinta-feira (6), uma aliança institucional durante o painel “Liderança organizada para um Rio mais inteligente”, realizado no Rio Innovation Week.
O movimento tem como objetivo fortalecer o ecossistema de tecnologia e inovação, ampliar a competitividade das empresas fluminenses e melhorar a interlocução com os poderes públicos. No longo prazo, a proposta é contribuir para um desenvolvimento econômico e social baseado em tecnologia, conhecimento e inovação.
Cooperação como estratégia
A criação da aliança parte da avaliação de que os desafios do setor exigem uma representação mais articulada. Por isso, as entidades passarão a coordenar ações e posicionamentos em pautas consideradas estratégicas para as empresas e para o desenvolvimento do Estado.
Essa cooperação será construída sem alterar a autonomia, a identidade e a governança de cada organização. Assim, Assespro-RJ, Riosoft e TI Rio manterão suas características próprias enquanto trabalham em projetos de interesse comum.
“A inovação acontece pela colaboração. Ao unirmos nossas competências e nossa capacidade de representação, criamos uma agenda permanente em favor das empresas, do empreendedorismo, da pesquisa, da formação de talentos e do desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Esta aliança representa um compromisso com o futuro da economia fluminense”, afirmou Robert Janssen, presidente da Federação da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ).
Um ecossistema amplo
O Rio de Janeiro reúne mais de 30 mil empresas de TI e conta com universidades, centros de pesquisa, startups, parques tecnológicos, ambientes de inovação e profissionais qualificados. O Estado também concentra empresas de diferentes portes e áreas de atuação.
Apesar desse potencial, permanecem desafios para integrar os diferentes atores, ampliar o acesso a recursos e fortalecer a presença institucional do setor nos espaços de decisão. A nova articulação pretende atuar justamente nesses pontos.
A agenda envolverá empresas, ecossistemas regionais, instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos e agências de fomento. Em seguida, a intenção é transformar essa aproximação em projetos estruturantes e em uma posição mais forte para o Rio de Janeiro no cenário nacional.
Frentes de atuação
Uma das frentes será ampliar o diálogo com Prefeituras, Governo do Estado, Ministérios, Congresso Nacional e órgãos federais responsáveis por políticas de tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico.
Outra prioridade é aproximar empresas e ecossistemas fluminenses de instituições de fomento. A articulação pretende facilitar o acesso a programas, editais e mecanismos de financiamento voltados à inovação.
- Conectar empresas, universidades, centros de pesquisa e ambientes de inovação.
- Ampliar o alcance territorial de iniciativas existentes.
- Produzir estudos, indicadores e análises sobre o setor.
- Estimular talentos, negócios, investimentos e competitividade empresarial.
- Defender medidas regulatórias, tributárias e institucionais que favoreçam o crescimento sustentável.
Integração com o interior
A aliança também terá como foco a conexão entre a capital e os polos tecnológicos do interior do Estado. A aproximação deverá envolver empresas, universidades, ambientes de inovação e vocações econômicas de diferentes regiões.
Essa integração pode reduzir a fragmentação das ações e ampliar a circulação de oportunidades. Além disso, permitirá que a agenda de tecnologia e inovação seja construída de maneira mais abrangente em todo o território fluminense.
Encontros com candidatos
Entre as primeiras ações previstas estão encontros institucionais com candidatos e pré-candidatos aos poderes Executivo e Legislativo. As entidades pretendem apresentar a importância econômica e social da tecnologia, expor as demandas das empresas e conhecer as propostas dos participantes.
A iniciativa também busca criar canais permanentes de diálogo com futuros representantes do Estado do Rio de Janeiro. No entanto, os encontros serão realizados com independência político-partidária, pluralidade e respeito à legislação eleitoral.
As atividades não representarão apoio, preferência ou adesão a qualquer candidatura. Os projetos, posicionamentos e demais iniciativas da aliança serão definidos conjuntamente, a partir de uma agenda colaborativa com objetivos, responsabilidades e resultados estabelecidos previamente.
Ao aproximar empresas, academia, governos, centros de pesquisa e ambientes de inovação, Assespro-RJ, Riosoft e TI Rio pretendem consolidar uma visão de futuro para o Estado. Portanto, a união aposta na tecnologia como vetor de empregos qualificados, desenvolvimento econômico, competitividade empresarial e inovação no Rio de Janeiro.
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