O Rio Cello chega à sua 32ª edição com uma programação gratuita que ocupa jardins, auditórios, igrejas e museus do Rio de Janeiro, além de Volta Redonda. O festival acontece entre 5 e 16 de agosto e transforma a cidade em um grande palco para a música de concerto.
Nesta edição, o evento marca dois momentos especiais: a estreia do Cello Kids, voltado para o público infantil, e os 20 anos do Cello Dance, segmento que reúne música e dança e passa a ganhar destaque central na agenda.
Concertos de abertura
No Rio, a abertura será em 8 de agosto, às 11h, nos Jardins do Museu da República, com homenagem a Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A apresentação terá Lui Coimbra, que estreia no festival, ao lado dos violinistas Karolin Broosch e Thiago Cosmo, além de grupos corais e instrumentais.
O encerramento está marcado para 16 de agosto, também às 11h, no mesmo museu, com Bettina Dalcanale interpretando O Canto do Cisne Negro, de Villa-Lobos, ao som do cello de David Chew.
Música para crianças
O Cello Kids é a principal novidade da edição e foi criado para aproximar as crianças da música de concerto. No dia 15 de agosto, o Museu da República recebe a Escolinha de Música Rio Cello, a Oficina Cello Kids e o Coral das Marés.
Para David Chew, idealizador do festival, a iniciativa ajuda a formar novas gerações de músicos e ouvintes. Ele defende que a cultura começa na infância e que a experiência em conjunto fortalece o aprendizado e o vínculo com a música.
Dança em destaque
Os 20 anos do Cello Dance também marcam a edição. O projeto nasceu da união entre violoncelo e movimento e, ao longo do tempo, ocupou metrôs, praças, museus e palcos abertos, sempre com participação direta do público na cena.
No dia 16, a programação de encerramento reúne vários artistas e grupos em sequência, com Bettina Dalcanale, David Chew, pianistas, bailarinos e o multi-instrumentista DJ Muralhex. A obra Três Filósofos, criada por Dave Haughey para o festival, também integra o programa.
Semana de encontros
Ao longo da programação, o público poderá assistir a repertórios que vão do barroco ao tango, com concertos no Museu da República, no Espaço Cenáculo, na Sala Cecília Meireles, na Igreja da Candelária e na Casa Museu Eva Klabin. O festival reúne cello, violino, saxofone, piano, violão e dança em diferentes combinações.
Entre os destaques estão a VIOLONSALADA, a Orquestra de Cordas de Volta Redonda, a Orquestra de Cordas da Grota, o Cello Popular e o Cello Baroque. O encerramento com ingresso pago terá preços populares, reforçando o acesso do público à programação.
Volta Redonda na abertura
A abertura em Volta Redonda acontece em 6 e 7 de agosto, com o projeto Cello Cinema e um concerto da Orquestra de Cordas de Volta Redonda com solistas do Rio Cello. A cidade volta a aparecer como parte importante da trajetória do festival.
Ao longo de 32 edições, o Rio Cello já passou por mais de 500 locais no Brasil e alcançou mais de 500 mil pessoas ao vivo. Dessa forma, o festival reafirma sua vocação de popularizar a música de concerto e aproximá-la de públicos diversos.
Foto: Divulgação



