Um ano após a partida de Preta Gil, a TV Globo e o Globoplay reuniram familiares, amigos e convidados no Teatro do Copacabana Palace, em Copacabana, no Rio de Janeiro, para apresentar o projeto “Quanto Mais Preta, Melhor”. A homenagem foi dedicada à vida, à obra e ao legado da cantora.
A noite teve a exibição do documentário “Preta – Eu Não Ando Só” e do primeiro episódio da série documental “Meu Nome é Preta”. O evento foi marcado pela emoção, com um retrato íntimo e sensível da artista diante do público presente.
No documentário, a TV Globo mostra imagens inéditas registradas pela própria Preta durante o tratamento contra o câncer, combinadas com momentos importantes de sua trajetória pessoal e artística. Já a série do Globoplay, em quatro episódios, revisita a história da cantora por meio de depoimentos de familiares, amigos e pessoas próximas.
Uma noite simbólica
A produção busca celebrar a coragem, a potência e a generosidade que marcaram a vida de Preta Gil. Em vez de focar apenas na ausência, os projetos reforçam a presença da artista na cultura, na música e nas memórias de quem conviveu com ela.
O babalawô Ivanir dos Santos resumiu o sentimento da noite ao destacar a força de Preta diante da dor e sua atuação como símbolo de resistência. Ele também lembrou o compromisso da artista com a ancestralidade, o combate ao preconceito e o uso da arte como instrumento de acolhimento.
“Preta Gil foi uma mulher guerreira. Enfrentou a dor sem abrir mão da alegria, da dignidade e do compromisso com a vida. Sua caminhada foi marcada pela coragem de transformar o sofrimento em acolhimento e esperança para tantas pessoas. Preta também honrou sua ancestralidade, combateu o preconceito e fez da arte um instrumento de afeto e resistência. Sua partida deixa um legado, que permanece vivo na música, na luta por uma sociedade mais justa. Que sua memória continue inspirando as futuras gerações”, disse ele.
Dois projetos, um legado
“Quanto Mais Preta, Melhor” reúne duas obras que expandem a homenagem à cantora em formatos diferentes, mas complementares. O documentário e a série constroem, juntos, um registro afetivo da trajetória de Preta Gil e do impacto que ela deixou em sua geração.
O encontro no Copacabana Palace também reuniu emoção e memória em torno de uma figura que transformou sua vida pública em símbolo de afeto, coragem e resistência. Assim, a noite se tornou mais do que uma estreia: foi um tributo coletivo à artista.
Foto: Divulgação


