A declaração de que apenas um terço das tarefas de trabalho será humano até 2030 gerou repercussão imediata. Feita por Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, durante um evento de tecnologia, a frase levantou dúvidas — mas também abriu espaço para uma análise mais cuidadosa sobre o futuro do trabalho.
Segundo o artigo de Robson Cristovão, diretor comercial da Mouts TI, o ponto central não é a substituição de pessoas, mas a transformação das atividades. Além disso, o próprio Coelho reforçou que competências humanas continuam essenciais, especialmente aquelas ligadas à criatividade, liderança e aprendizado contínuo.
O que muda com a inteligência artificial
A tendência é que a IA absorva tarefas operacionais e repetitivas. Assim, o trabalho humano se concentra em funções mais estratégicas e complexas. Isso não reduz a carga de trabalho, mas altera sua natureza.
O chamado “terço humano” passa a exigir mais capacidade de decisão e visão crítica. Enquanto isso, ferramentas de IA — descritas por Coelho como “agentes” ou “IA com currículo” — ampliam a produtividade e funcionam como apoio direto nas atividades profissionais.
No entanto, esse cenário depende de um fator essencial: saber utilizar essas ferramentas de forma inteligente. Portanto, o desafio deixa de ser tecnológico e passa a ser estratégico.
Empresas ainda estão se adaptando
De acordo com o artigo, muitas organizações ainda tentam entender como lidar com essa transformação. Quando Coelho fala em uma mudança estrutural na economia digital, ele descreve uma realidade já vivida no setor de tecnologia, mas ainda em evolução em outros segmentos.
Dessa forma, a tecnologia assume um novo papel: deixa de ser apenas suporte e passa a ser elemento central na estratégia das empresas. Quem compreender esse movimento mais cedo tende a sair na frente.
O futuro exige mais preparo
A discussão proposta vai além do medo da substituição. A questão principal passa a ser o nível de preparo de empresas e profissionais para lidar com esse novo cenário.
“A tecnologia evolui. Não adianta a gente se esconder atrás dela”, afirmou Coelho. Por outro lado, como destaca o autor, também não faz sentido acompanhar essa evolução sem direção clara.
Por fim, o futuro do trabalho deve ser mais exigente com as capacidades humanas. Em um ambiente cada vez mais automatizado, o diferencial estará na forma como cada decisão é tomada e executada.
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