Chegada de grifes internacionais ao país amplia demanda por arquitetura de varejo e projetos de alto padrão.
Mercado aquecido
O avanço do setor de luxo no Brasil impulsiona novos investimentos em lojas físicas. Entre 2022 e 2024, o segmento registrou crescimento de 26%, segundo relatório citado pelas profissionais.
Esse cenário fortalece a atuação da arquitetura de varejo, área responsável por traduzir o universo das marcas em experiências presenciais. Além disso, abre espaço para projetos cada vez mais sofisticados.
Especialização no segmento
As arquitetas Amanda Sitta e Bruna Barbo, sócias do Studio Sitta + Barbo, acompanham esse movimento há mais de dez anos. A dupla trabalha com a chegada de grandes grifes a shoppings premium e capitais estratégicas.
Entre os cases estão lojas e pop-ups de Chanel Beauty, Kiko Milano e Sisley Paris. Enquanto isso, novas operações de Yves Saint Laurent Beauty e Le Labo já estão previstas para 2026.
Como funciona a nacionalização
O processo começa com o projeto global enviado pela marca internacional. Em seguida, o conceito é adaptado à realidade brasileira com materiais e fornecedores locais aprovados.
Segundo as especialistas, a essência da loja precisa permanecer intacta. Portanto, o objetivo é manter a mesma experiência de compra encontrada em qualquer país.
Critérios rigorosos
A seleção de parceiros considera marcenaria, visual merchandising e construção. No entanto, também envolve certificações, capacidade técnica e padrões estéticos exigidos pelas grifes.
Questões como compliance, saúde financeira e origem da matéria-prima entram na análise. Dessa forma, as entregas atendem exigências operacionais e metas de sustentabilidade.
Portfólio consolidado
Com mais de 14 anos de experiência, o escritório também soma trabalhos para Loewe, Tag Heuer, Arezzo, Guerreiro e Forever 21. Por fim, a proposta une identidade de marca e rigor técnico.
Foto: David Zoëga


